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12 julho 2015

A mulher enjaulada - Jussi Adler-Olsen










No auge da carreira política, a bela e reservada Merete Lynggaard desaparece. As investigações que se seguem não rendem muitas informações à polícia, levando ao arquivamento do caso. Passados alguns anos, o detetive Carl Mørck, responsável pelo recém-criado Departamento Q — uma seção para casos importantes não solucionados — é encarregado de descobrir o que, afinal, aconteceu a ela. Então, com seu assistente, Assad, ele inicia uma busca pelos rastros desse mistério e, para isso, Carl precisa vasculhar o passado de Merete, guardado a sete chaves, para descobrir a verdade.
A Mulher Enjaulada foi escrito por Jussi Adler-Olsen um autor dinamarquês. E por ser ambientado nesse país alguns nomes de personagens e localidades ficam bem difíceis de se pronunciar, é praticamente um trava-língua. Fora isso, o demais é bem compreensível, o nosso protagonista, Carl Mørck, é um personagem bem clichê pra quem está acostumado a romances policiais. Carl é o tipico estereótipo de policial ranzinza, não gosta de obedecer ordens, tem problemas pessoais mas ainda assim é nas partes dele em que mais me diverti, junto é claro de Assad, o misterioso assistente de Carl. 
O autor optou por revelar toda a vida do personagem logo nos primeiros capítulos, diferente de muitos livros em que o leitor tem que penar e suar a camisa pra descobrir fatos da vida deles. 
Por isso sabemos de cara que ele quase foi morto em uma caso que investigava, no qual um colega foi morto e outro ficou tetraplégico, e após isso ele ficou ainda mais intratável. Os seus superiores, para resolver o problema, fazem com que ele assuma a direção de um novo departamento que cuidará de investigar casos antigos sem solução, denominado Departamento Q.


É em 2007 que Carl reabre as investigações do caso do desaparecimento de Merete Lynggaard, mais por causa de Assad do que por vontade própria, e acaba descobrindo uma série de falhas da investigação anterior. Essas falhas não foram bem explicadas e me deixou com uma pulguinha atrás da orelha.

A narrativa alterna os pontos de vista entre Carl e Merete Lynggaard, que é a nossa vitima. Isso deu ao livro uma trama mais dinâmica porque o leitor tem os flashes da vida de Merete desde 2002 e sabe das principais coisas das quais ela passa durante todo o tempo em que passa em cativeiro. Merete era a vice presidente parlamentar do partido democrático e tinha uma carreira em ascensão. Só por isso já haveria motivos de sobra para alguém querê-la longe.

Podemos perceber que o autor faz uma distinção entre as formas com que escreve cada ponto de vista. O de Carl é mais leve, muitas vezes até cômico e bem humorado, principalmente pelas trapalhadas de Assad, que é um muçulmano e muitas vezes não compreende trocadilhos ou piadas.
— O que exatamente você disse ao homem quando telefonou para ele, Assad? — indagou Carl ao pousar o telefone no gancho.
— Aquele homem? Eu disse a ele que você falaria somente com o chefe, não com um diretor.
— O diretor é o chefe, Assad.
O ponto de vista de Merete, obviamente, é mais cruel. Ele não nos poupa os detalhes horrendos e aterrorizantes. Nessas partes eu ficava totalmente angustiada, é impossível não ficar quando se vê o que uma pessoa pode fazer por ódio.

Já imaginava quem era o culpado desde o começo do livro porque ele era o que mais tinha motivos para querer se vingar de Merete, mesmo assim é interessante a forma como ele resolve se vingar dela. Há todo um planejamento em cima disso. Há uma loucura, uma mente extremamente deturpada, que acreditava que aquela era a única forma de se livrar das suas dores do passado. 
Tudo que você tem de fazer é responder sua própria pergunta: por que a mantemos presa aqui, como um animal enjaulado? Você mesma tem que encontrar a resposta, Merete.
A mulher enjaulada é um livro capaz de despertar diversos sentimentos, em determinadas páginas você ri e quer dar uns tapas no detetive e suas cantadas estúpidas, ou você arranca os cabelos e rói as unhas até tirar sangue; foi por esse motivo que esse livro me agradou, ele não apresenta grandes reviravoltas e nem um culpado tirado da cartola, se espera algo surpreendente pode se decepcionar mas ele tem uma narrativa instigante que te faz avançar até o final esperando que Carl consiga reunir todas as pistas.

Ah, uma pequena curiosidade... Tem um filme desse livro, ele se chama O Guardião das causas perdidas e é bem fiel ao livro mas ainda assim o livro possui mais emoção, mais vingança e momentos angustiantes mas quem quiser dar uma conferida no filme também não irá se arrepender...

4 comentários:

  1. Nossa, adorei a resenha...
    Adoro suspende e já fiquei mega curiosa pra saber o que aconteceu com ela.

    Com certeza irei ler!!!
    http://conchegodasletras.blogspot.com.br/

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  2. Oi Andrea!
    Li esse livro no ano passado e gostei, mas não lembro quase nada da trama. O que lembro foi de ter achado Assad um personagem bastante promissor.
    Não sabia que havia um filme.
    PS.: Esse problema com os nomes eu tenho quando leio Jo Nesbo que é norueguês, rsrs
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  3. Oi Andrea! Primeira vez te visitando. =D
    Adoro livros de investigações, então fiquei bem interessada por A Mulher Enjaulada. Apesar de não ser chocante a descoberta do assassino, fiquei curiosa quanto às suas motivações. Gostei da resenha!
    Beijos,

    Priscilla
    http://infinitasvidas.wordpress.com

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  4. Uau, a resenha ficou excelente!
    Eu já ouvi falar algumas vezes desse livro, nunca li, o que é uma pena, pq ele deve ser ótimo.
    Eu também não sabia que tinha filme...

    Beijos,
    Juh
    http://umminutoumlivro.blogspot.com.br

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