Vilão ou Vítima? O Serial Killer de Montecarlo que vai quebrar seu coração


Sinopse: Neste Thriller de estreia de Giorgio Faletti, um agendo do FBI e um detetive enfrenta, um serial killer em Montecarlo, no glamoroso Principado de Mônaco. Trata-se do caso mais angustiante de suas carreiras: capturar o assassino que anuncia seus próximos alvos por meio de enigmas propostos em telefonemas para um programa de rádio, conduzido por um apresentador carismático. Para confundir a polícia, músicas são utilizadas como pistas dos crimes, cujas doses de barbárie e astúcia abatem e desnorteiam policiais, investigadores e psiquiatras. Os assassinatos, caracterizados pela frase "Eu mato" escrita com sangue, são marcados por uma violência que não poupa nem mesmo a pele das vítimas. O primeiro ataque vitima um piloto de Fórmula 1 e a filha de um general norte-americano. À medida que os crimes dominam as manchetes europeias, o assassino faz novas vítimas, entre elas um gênio da informática e um bailarino russo. Tragédias pessoais afetam e conectam os envolvidos nas investigações. 

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Tudo começa com um silêncio interrompido. Jean-Loup Verdier está no estúdio da Rádio Montecarlo quando a luz vermelha acende. Do outro lado, uma voz artificial diz: 'Eu mato'. É assim que Giorgio Faletti nos joga em um dos thrillers mais viscerais e poéticos que já li.
"- Olá quem é você?
(...)
- Não tem importância. Sou um e nenhum.
 (...)
- Até nisso somos iguais. a única coisa que nos diferencia é que, quando acaba de falar com elas, você tem a possibilidade de se sentir cansado. Pode ir pra casa e desligar a mente e todas as suas doenças. Eu não. Eu não consigo dormir de noite, porque meu sofrimento nunca acaba.
- E nessas noites, o que faz para se livrar do seu sofrimento?
- Eu mato..."
E assim o homem anuncia seu crime.

O Enredo

Frank Ottobre é um agente do FBI tentando esquecer seus fantasmas do passado em Montecarlo mas por mais que tente ele não consegue se livrar da culpa. Quando encontra seu melhor amigo, Nicolas Hulot, e este lhe pede que o ajude em um caso não sabe que vai se envolver num dos casos mais difíceis de sua vida. Um homem e uma mulher são encontrados mortos em um barco em uma cena horrível e cruel. A pele de seus rostos foram arrancadas e no quarto foi deixada uma mensagem escrita com sangue "Eu mato".
E assim a polícia encontra suas primeiras vitimas.

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O Herói Atormentado

Vamos falar um pouquinho do herói da história, Frank começa a história como um homem atormentado pelo passado que vive apenas como uma sombra do que era. Cheio de cicatrizes tanto físicas quanto emocionais. Conforme vai se envolvendo no caso ele parece adquirir mais confiança em si mesmo mas sua salvação ou redenção acontece quando conhece Helena assim como ele passa a ser a única esperança dela. 
E além de ter que capturar Ninguém, que se torna mais do que um trabalho mas um caso pessoal ele terá que lidar com um general abusivo que pretende pegar o assassino de sua filha com as próprias mãos, seguindo sua própria lei.

A Escrita de Faletti

 Em Eu mato Giorgio Faletti construiu uma obra singular com uma linguagem muitas vezes poética e melodiosa. Suas palavras fluem como notas de uma sinfonia. Uma sinfonia harmoniosa, mas cruel.
"É um som melancólico, que evoca o vento frio do outono quando sopra junto à terra e arrasta as folhas secas pelo chão, que rodopiam no ar como dançarinos." 
Com a mesma destreza com que ele descreve os ambientes e paisagens, os cheiros, gostos e sons ele também é capaz de transmitir a crueldade, o medo e a loucura. Cada um dos personagens apresenta uma história, uma vida, um passado. As cenas são tão detalhadas que é como se o autor tivesse escrito todo o livro em câmera lenta.
Ele construiu personagens bastante cativantes como por exemplo Pierrot, o Rain Boy, um rapaz com a ingenuidade de uma criança (acho que ele deve ser autista) mas com um grande conhecimento em música. Em certo capítulo o autor mergulha na mente do garoto e vemos como a sua mente é ingênua mas é comovente como ele é fiel aos seus amigos.
Ou Jean-Loup, que salvou um cachorrinho e recebeu em troca uma mansão. Com sua voz quente que atrai milhares de ouvintes e que tem uma palavra amiga a todos aqueles que ligam em busca de conselhos. Que teve sua vida mudada por causa de um telefonema e que passou a ser uma espécie de celebridade.
E com grande habilidade o autor consegue descrever a mente de cada um deles. Mas o mais impactante é a mente de Ninguém, como foi batizado o serial killer. Aos poucos vamos conhecendo sua história e antes do fim já sabemos quem é ele, o que dificulta ainda mais o caso. Mas pra mim sua identidade não era tão importante. O que me prendeu na história foi mesmo o porquê. A resposta está intrínseca e há várias hipóteses. O que pude entender é que ele procurava cumprir uma promessa e por isso ele tentava a todo custo dar um novo rosto ao homem que usa a máscara da morte. É este homem sem rosto o motivo de tudo. Àquela voz que chega à sua mente e sussurra:

 "É você Vibo?"
E é através da música que ele encontra algum consolo, é assim que ele foge de sua prisão auto infligida:

"A música não trai, a música é a meta da viagem. A música é a própria viagem."  

Confesso que terminei o livro com lágrimas. É impossível odiar o assassino. Porque em meio a tanta crueldade há um sentimento puro: amor. Amor por aquele que foi o único a amá-lo de volta. Um amor louco, mas verdadeiro. É esse amor que me faz sentir compaixão.  

Giorgio Faletti conseguiu transformar um monstro em um homem tragicamente humano. E você? Já sentiu essa mistura de horror e compaixão por um vilão em algum livro? Me conta aqui nos comentários qual personagem 'cruel' já te fez quebrar o coração!"



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